Acabaram as grandes causas do mundo
Acabaram as grandes causas do mundo. Não existem mais movimentos que nos façam lutar. Somos todos órfãos de um motivo para empenharmos nossa indignação e labor.
Não digo que o mundo seja um lugar perfeito. Infelizmente ainda existem mazelas que atacam muitos, talvez a maioria das pessoas do planeta. Também não falo que a paz mundial, os problemas ecológicos, a fome, os direitos humanos de uma forma geral, são causas menores. Pelo contrario, são importantes e essenciais, necessárias para que o mundo seja um lugar melhor de se viver. Elas, porém, são tão abstratos ou tão distantes de nós, juventude de forma geral, que não existe uma identificação, algo que nos comova e assim não têm força suficiente para que nos unamos.
Não há mais uma escravidão, uma Ditadura Militar, algo que realmente nos afete constantemente e de maneira tal que não tenha como ficarmos inertes. Obviamente que esses fatos não são coisas boas ou que eu espere que voltem e nem tão pouco gostaria de voltar no tempo para viver tais momentos. Não ter essas dificuldades é um privilégio ao qual agradeço e espero nunca ter que brigar para manter-los. Não tê-los, porem, dá a sensação de existir mais nada para que defendamos.
Todos nós temos necessidade de exprimir nossas frustrações com o mundo, na tentativa de mudar o sistema. Com as grandes causas, existia um foco para as forças de todos serem aplicadas. Como somos “carentes” dessas causas, estamos perdidos e isolados com os nossos próprios motivos de luta, o que não nos dá identidade. Somos uma massa sem forma, um corpo sem alma, que os ícones são os mesmos do passado.
Não digo que o mundo seja um lugar perfeito. Infelizmente ainda existem mazelas que atacam muitos, talvez a maioria das pessoas do planeta. Também não falo que a paz mundial, os problemas ecológicos, a fome, os direitos humanos de uma forma geral, são causas menores. Pelo contrario, são importantes e essenciais, necessárias para que o mundo seja um lugar melhor de se viver. Elas, porém, são tão abstratos ou tão distantes de nós, juventude de forma geral, que não existe uma identificação, algo que nos comova e assim não têm força suficiente para que nos unamos.
Não há mais uma escravidão, uma Ditadura Militar, algo que realmente nos afete constantemente e de maneira tal que não tenha como ficarmos inertes. Obviamente que esses fatos não são coisas boas ou que eu espere que voltem e nem tão pouco gostaria de voltar no tempo para viver tais momentos. Não ter essas dificuldades é um privilégio ao qual agradeço e espero nunca ter que brigar para manter-los. Não tê-los, porem, dá a sensação de existir mais nada para que defendamos.
Todos nós temos necessidade de exprimir nossas frustrações com o mundo, na tentativa de mudar o sistema. Com as grandes causas, existia um foco para as forças de todos serem aplicadas. Como somos “carentes” dessas causas, estamos perdidos e isolados com os nossos próprios motivos de luta, o que não nos dá identidade. Somos uma massa sem forma, um corpo sem alma, que os ícones são os mesmos do passado.

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