O poder da carência
O ser humano é um ser incompleto. Sim, essa premissa não poderia mais ser óbvia. Ainda assim, por sermos incompletos, as situações (leia-se pessoas e/ou coisas) que diminuam esse sentimento de falta tem proporcional valor ao tamanho desse sentimento. Basicamente valorizamos mais aquilo que nos completa mais, pois o tamanho nossa felicidade é inversamente proporcional a nossa carência.
Independentemente dos fatores que influenciam nossas ações (religião, ética, inteligência, aspiração e afins), todos nós nos sentimos só. Sofremos com o nosso vazio existencial e procuramos preencher essa lacuna a partir dos preceitos que regem nossa vida. É essa a famosa busca da satisfação pessoal: sendo pai, presidente da república ou pedreiro, ou então comprando ou comento, se isso acalentar suas necessidades você será feliz, mesmo que seja momentaneamente.
O tamanho da nossa carência não é algo estático. A depender do momento da vida, uma pessoa pode estar mais ou menos carente. O objeto da nossa carência tambem não é imutavel, pois somos seres em formação. Assim nossas necessidades mudam conforme mudamos. Em suma, buscamos com intesidade diferentes, coisas diferentes, a partir do nosso momento atual de vida.
Simplesmente em busca da felicidade, ou o que pensamos que seja ela, podemos apostar todas nossas fichas em uma situação, apenas pelo fato de nos passar a ideia que irá sanar esse sentimento de vazio que temos, mesmo que a priori, não nos faça bem ou seja a mais provavel.

2 Comments:
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Solidão nunca mais...Preencher o vazio? Não. Ser feliz, apenas. Carência apenas pela distância... Temporária!
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