É verdade, às vezes, minto, normalmente nós não temos noção de como reagiremos em detrimento a algum fato/situação. Apontamos demais para onde achamos que está errado e não vemos que talvez façamos o mesmo. Bem, esse texto não é de tom amargurado ou revoltado, pelo contrário (acho que mesmo o título mostra), mas não havia como ter outro começo além desse. Explicarei em seguida.
Hoje, eu, homem feito, racional, de personalidade analítica e depois de ter vivido algumas experiências, me vejo totalmente perdido num sentimento que há tanto tempo não o acho. Encontro-me, incrédulo, mais uma vez apaixonado. Vejo toda minha soberba racional ir embora ao me pegar ouvindo a música que ela me mandou, em esperar ansiosamente que chegue o momento que meus amigos a conhecerão. Sonho acordado, até por que dormindo já virou rotina, estar ao seu lado. Enfim, faço tudo aquilo que qualquer um, que esteja idiota de paixão (meio pleonástico “idiota de paixão”, mas perdoe me, eu estou nessa classe agora), faria.
Sempre julguei essa vulnerabilidade como sinônimo de fraqueza, de irracionalidade. Rompantes de sentimentos para mim haviam se tornado sinônimo de desequilíbrio. Todos os parâmetros que realmente importavam eram apenas os lógicos, racionais. Nunca entendi como se mantêm uma relação, além da óbvia de amizade, com uma pessoa que está longe a maior parte do tempo e via com maus olhos quem fazia isso. Não entendia e nem sabia mais o que era alguém ter o poder de me deixar alegre ou triste só pelo simples fato de estar próxima a mim. Simplesmente, apesar da sensibilidade, sentimentos para mim estavam realmente em segundo plano.
Bem, realmente o que o amor faz? Será que ele completa a lacuna que temos ou ele abre uma? Ele nos dar a humildade ou mostra nossas fraquezas? Para essas e tantas outras perguntas eu não tenho resposta, assim como não entendo várias coisas que acabo de escrever. Simplesmente sei que to feliz... O Amor faz isso.