Monday, August 21, 2006

Um trato

Os dias passam rápido
anestesia pela dor
cambaleando nos passos
perdidos no pensamento
tristeza é a única certeza

Tudo se torna chato
perde um pouco o valor
um desenho com borrados traços
nadando contra a correnteza

À Deus peço um trato
e peço com ardor
que Explique os fatos
já que não entendo até o momento
pois dizem que Ele rege tudo com destreza

Peço perdão se estiver sendo ingrato
um menino mimado sem aceitar que acabou
perder alguem tão amado
causa muito sofrimento
um dia vejo isso com clareza

Sunday, August 20, 2006

Ainda bem que te disse 'TE AMO'

Queria algo q confortasse a dor que estar no meu peito
Algo que fizesse ficar um pouco mais leve todo o peso da dor
Dor de perder alguem que sempre esteve com voce
Dor de saber que nunca mais vai ter o colo pra se acolher
Dor de olhar o vazio do quarto que sempre foi alegria
Que agora nao consigo mais entrar.

Saudade maltrata de uma maneira covarde
jah que nunca vou poder tar ao lado dela
solidao de nao olhar sua respiraçao
baque de te ver no caixao
o aperto que hoje sinto no coraçao
o mundo gira e nada disso modifica

E agora, o que eu vo fazer
quem vai perguntar se eu to namorando
quem vai me fazer ficar sem graça contando minhas historias
quem vai falar que eu to lindo de qualquer jeito
quem vai me contar historias de quando eu era criança
Tem um vazio tao grande

Ainda bem que eu te disse "TE AMO"

Monday, August 14, 2006

Tô perdido
Tá tudo tão mais dificil
Tá complicado
e tô cansado

Tá fazendo muita falta
um presente que tão repentinamente é passado
meu mundo foi revirado
e a dor cada vez mais fica em alta

Em vez de um turbilhão de sentimentos
apenas um eu sinto
esse, solitário e arisco
vem em forma de lamentos

Tudo mudou
nos olhos sempre marejados
é onde aparece o que sobrou
de uma alma e um coração rasgados

E em busca de uma força se sobrevive
as vezes sendo desenganado
achar força onde não existe
sempre deixa exausto

Friday, August 11, 2006

A Agonia

Duas coisas nunca devem estar perto uma da outra. É algo extremamente perigoso deixa-los juntos, já que dessa forma esses dois “objetos” liberam uma característica muito peculiar ao espírito humano: a inquietude. Os mais curiosos talvez se perguntem “Por que?”, os que gostam de contrariar dirão “Lógico que isso não existe” e os inquisitórios perguntaram “que coisas são essas?”. A essas perguntas responderei no final, antes prefiro descrever de uma forma diferente do normal os objetos que são pauta desse texto.

O primeiro objeto pode ser considerado uma grande arma. Já foi a gloria e a decadência de muitos homens. Tem poder inimaginável a pequenas cabeças. É, por muitas vezes, tratado com descaso. Por meio dele muitas almas são expostas e seguramente, se não existisse, esse texto também não existiria já que ele também foi um dos motivos de estar redigindo-o.

O segundo objeto é, ao mesmo tempo, o “nada” e o “tudo”. É nele onde se marca a história, mas não tem historia alguma. É onde as possibilidades estão em aberto, onde realmente você pode fazer o que quiser. Tem influência gigantesca na vida das pessoas que o utilizam extrapolando o usual. Seu ar de fragilidade normalmente não deixa as pessoas verem seu poder, que é tanto que me forçou, junto ao primeiro, a dar forma aos meus pensamentos.

Por fim, devo respostas àquelas que aventei no começo, mas só àquelas, porque a outras, se eventualmente existirem, não cabe a mim responde-las. Mas chega de explicações. Aos curiosos digo, quando juntos a inquietude humana se revela, já que se junta o poder de deixar marcado algo, uma necessidade humana. Aos “do contra”, a única coisa que falo é “tente ficar ao lado deles” e aos inquisitórios... A eles só tenho uma coisa a dizer: um papel em branco e caneta.