Wednesday, January 27, 2010

Errei

Errei,
Nada justifica
Sim, errei
Minha cabeça me crucifica

Errei,
Me sinto mal
É, errei
O filme que passa tem sempre o mesmo final

Errei,
Não sei o que fazer
Errei,
e me pego pensando em você

Errei, e sei que vou errar
Errei,mas quero muito acertar
Errei,e só depois descobri
Que errei e sinto algo a mais por tí

27/01/2010

Wednesday, January 13, 2010

2010

Bem, esse é meu primeiro texto inédito em mais de um ano e, por conseqüência, o texto debutante de 2010. Apesar de já ter escrito dezenas de páginas (hoje tenho uma monografia, ou o começo de uma, para chamar só de minha), ainda não disse nada mais pessoal (até porque Engenharia é uma mulher bastante ciumenta). Revendo algumas coisas do passado e vivendo meu atual momento (notavel a olhos nús), vi uma necessidade de voltar ao meu companheiro de sonhos e desilusões. Hoje, porém, não estou num "mood" catedrático ("tudo que sei é que nada sei"). Hoje estou aqui para falar, usar da livre expressão.
2010 é um ano que começa com promessas, a maior delas é a meu registro no CREA. É o primeiro ano que vinga sem que existisse alguma mácula, algo a ser mudado ou melhorado. É o ano que consigo entrar em paz comigo e o mundo, e parece que a recíproca é verdadeira. Realmente, o "filósofo Jagger" estava certo: os sonhos que tive a maioria foram mortos, porém consigo ter aquilo que realmente queria de uma forma completamente diferente e apenas após bater a cabeça na parede. Muita dor ficou para trás, mas também tive em contrapartida muitos ombros para me apoiar e muitos sorrisos para me alegrar.
O mundo me ensinou a ser humilde e "aceitar que nem sempre irei saber o que vai acontecer". Aprendi, a duras penas, também a saber que não sou melhor nem pior e sim igual a todas as outras pessoas: sou apenas mais um na multidão, apesar do meu bem alimentado ego achar isso um absurdo.
Talvez tenha me tornado mais cínico, talvez tenha perdido a minha "over power" capacidade de sonhar mas compreendi que a vida realmente é tão simples quanto sempre achei que era e que eu não vou mudar o mundo e nem ele vai mudar por que essa é minha vontade. A vida, os fatos, as pessoas, em suma, tudo é aquilo que se mostra e não existe aquele algo a mais, apesar de eu achar ter ou ainda ter.
Lendo esse texto vejo a marca da desilusão, dos socos que a realidade teimou em me dar e eu, insistentemente, apanhei, cai e, estupidamente, levantei. Sem qualquer motivo aparente, apenas pelo fato de estar lá, levantei (o que denota uma burrice sem tamanho, eu sei) e continuei minha caminhada. Hoje, é bem verdade, apanho bem menos que antes, dificilmente caio e até acho que já sei sair de algumas situações (a prática me mostrou isso). Apesar dos pesares eu aprendo =P
A quem teve saco e motivação de ler até o final (Oi Byu, Jú, Timbá), se acalmem, meu mundo não caiu: estou, apenas, expondo tudo que vivi com vocês e com outras tantas grandes pessoas. A roda da vida está girando (como se um dia ela tivesse parado) e "i'm salling down the river(...)" e, apesar de vocês, "(...)alone" e por causa de vocês "eu voltei para casa".
QUE DEUS NOS ABENÇOE E QUE EM AGOSTO MINHA AZULZINHA ESTEJA EM MINHAS MÃOS!!!