Friday, September 30, 2016

DÚVIDADES E VERDADES

Talvez eu não aceite a realidade de que não sejamos mais amigos

Talvez eu não aceite que o destino separou nossos caminhos

Talvez eu não aceite que as semelhanças do passado, somadas com a diferenças do presente, não deixem espaço para nossa amizade no futuro

Talvez eu não aceite que as palavras que foram ditas a mais e as ações que não foram tomadas tenham se tornado numa barreira intransponível

Talvez eu não aceite que o tempo necessário para distanciar o passado nunca chege

Mas talvez, só talvez, eu não aceite todas essas dúvidas como verdades por saber o quanto quero sua presença amiga na minha vida

E o que sei é que não, mais, serei omisso em dizer que quero ser seu amigo

Thursday, December 04, 2014

Alarm

After a while without speak
Immerse in all my madness
Maybe it's one more trick

Full circle after all
One more time feeling that
Maybe the light this time won't fall

What I can say now
It seems that the endless page
Will pass by once and for good
Will be just another beautiful memory

Hope this time it's not another false alarm

Sunday, April 10, 2011

Certezas...

Enfim, volto a Devaneios...
Enfim, volto a sorrir...
Enfim, estou amando...
Enfim, me sinto completo...
Enfim, não me sinto mais só...
Enfim, e até que enfim, tenho um relacionamento...
Enfim, quero que o namoro dê certo...
Enfim, não tenho "senões" na minha felicidade...
Enfim, realmente divido minha vida com outra pessoa...
Enfim, alguém aparece para finalmente me ensinar algo...
Enfim, as feridas sararam...
Enfim, Fernanda eu te amo!

Tuesday, March 08, 2011

Será?

Será?
Me pergunto se realmente é verdade o que estou vivendo ou apenas uma doce ilusão. Factum est que este sentimento, que não sei realmente explicar, é algo muito gostoso e raro: sei que sou uma pessoa fechada. Também não sei se os últimos acontecimentos me deixaram mais aberto para deixar alguém chegar próximo ou minha carência latente me fiz crer em algo novo: historicamente todos meus relacionamentos acontecem em tempos de mudança contudo sei que "a necessidade é a mãe da auto ilusão". De qualquer forma vivo um momento diferente, me vejo assustado com a situação, querendo arranjar algum subterfúgio para não me deixar levar pelo momento. Acho que está bem claro, pelos últimos posts, que meu sentimento de autopreservação é, por hora, o vencedor de todos que estou vivenciando.
Em contrapartida as coisas começam ficar mais complicadas pois a cada momento recebo algum tipo de mensagem que vai minando minha "carapaça de razão": minha análise dos fatos e pessoas chaves na minha vida me fazem crer que Ela realmente vale a pena correr o risco, apesar de todos os pesarem. A inconveniente verdade é que esse sentimento de estar fragilizado e que talvez esteja transferindo tudo isso para alguém é algo que me passa na minha cabeça, mas fica em xeque que talvez finalmente eu tenha A encontrado e estaria jogando fora essa oportunidade pelos erros de ter achado isso outras vezes e basta acertar uma única vez para se estar certo. Mais uma desilusão, porém, seria algo muito duro para se lidar no meu atual estágio de vida.
Enfim fica esse dualismo entre medo de algo novo e o vislubrar de algo maior que, no fim, me faz entoar a seguinte frase:
Será?

Friday, March 04, 2011

Perguntas que estão no ar...

O que acontece quando duas pessoas fechadas se encontram?
E, depois, quando elas descobrem que tem gostos parecidos?
E percebem que têm os mesmos anseios?
E, ao que parece, os mesmos medos?
Será que existirá espaço para se conhecerem?
Será que existirá espaço para perder esse medo?
E acreditarão que isso é real?
Será que deixarão as marcas das decepções no passado?
E, então, dando chance para o que acontecerá?

Perguntas que ficam no ar...

Back To The Game

Tudo aconteceu muito rápido
Me via perdido
Me via buscando ávido
Um Norte a ser seguido

Vivendo sob a égide da sobrevivência
A vida não passada de dias em sequência
O mundo baseado no medo de perder
Lutando para manter as vitórias que acabaram de acontecer

Hoje algo mudou
Sei aonde estou
Já conheço a rota
Sim, estou de volta

Saturday, September 11, 2010

O poder da carência

O ser humano é um ser incompleto. Sim, essa premissa não poderia mais ser óbvia. Ainda assim, por sermos incompletos, as situações (leia-se pessoas e/ou coisas) que diminuam esse sentimento de falta tem proporcional valor ao tamanho desse sentimento. Basicamente valorizamos mais aquilo que nos completa mais, pois o tamanho nossa felicidade é inversamente proporcional a nossa carência.
Independentemente dos fatores que influenciam nossas ações (religião, ética, inteligência, aspiração e afins), todos nós nos sentimos só. Sofremos com o nosso vazio existencial e procuramos preencher essa lacuna a partir dos preceitos que regem nossa vida. É essa a famosa busca da satisfação pessoal: sendo pai, presidente da república ou pedreiro, ou então comprando ou comento, se isso acalentar suas necessidades você será feliz, mesmo que seja momentaneamente.
O tamanho da nossa carência não é algo estático. A depender do momento da vida, uma pessoa pode estar mais ou menos carente. O objeto da nossa carência tambem não é imutavel, pois somos seres em formação. Assim nossas necessidades mudam conforme mudamos. Em suma, buscamos com intesidade diferentes, coisas diferentes, a partir do nosso momento atual de vida.
Simplesmente em busca da felicidade, ou o que pensamos que seja ela, podemos apostar todas nossas fichas em uma situação, apenas pelo fato de nos passar a ideia que irá sanar esse sentimento de vazio que temos, mesmo que a priori, não nos faça bem ou seja a mais provavel.

Friday, July 23, 2010

Estou a três passos do paraíso

Salvador, 29 de janeiro de 2004. Festival de Verão. Los Hermanos tocando. Pensamento nos próximos domingo, segunda e terça.
Feira de Santana, 3 de fevereiro de 2004. Algum colégio estadual. Ligação para meu pai ir me buscar.
Salvador, 10 de feveiro de 2004. Na cobertura do apartamento de minha tia Andreia. Olhos marejados ao telefone pelo resultado.
Feira de Santana, 9 de agosto de 2004. UEFS. Perdido pedindo orientação. Deslumbrado pelo mundo se abrindo.
Salvador, 26 de janeiro de 2006. Em casa, ao computador. Resultado de um vestibular que ninguem sabia e que nem queria que soubessem.
Feira de Santana, 31 de junho de 2006. Saindo de um prova de Estatística. Maior dor que já senti.
Salvador, 14 de agosto de 2006. Recomeço. Escola Politécnica UFBA.
Salvador, 21 de julho de 2010. Trabalho. Olhos marejados de 2004 ao ver o resultado.
Passei. Sim, passei. O resultado de 6 anos começa a ganhar corpo. Faltam três... O que era uma meta distante reduzia-se a três.
E hoje, 23 de julho de 2010, eu quebro o silêncio para falar que hoje eu a três matérias da minha, tão esperada, formatura. Muitas coisas aconteceram e hoje tudo as vezes parece tão distante, as vezes tão próximo. O que é fato é que cada coisa deixou sua marca.
Pensei até em terminar com a clássica "You can't aways get what you want but if you try sometimes you just might find you get what you need" por motivos óbveis, porém hoje, como diz o título, fica a cargo da profética "estou a TRÊS passos do paraíso"